“A maternidade tem camadas que ninguém ensina”.
- Janaina dos Anjos
- 9 de jan.
- 2 min de leitura
Reflexões honestas sobre escolhas, limites e consciência materna:
Durante muitos anos, eu me perguntei:
Será que existe como ser uma mãe melhor?
Será que existe uma pós-graduação para isso?
E, ao longo do caminho, percebi algo importante: as pessoas, muitas vezes, se confundem.
Confundem papéis.
Assumem lugares que não lhes pertencem.
Tentam ocupar espaços que não são de pai, nem de mãe.
Sim, o pai pode chorar.
Sim, a mãe pode chorar.
Nossa criança pode chorar.
Há dias em que dormir é difícil.
Outros em que comer é um desafio.
Mas a verdade é que a maternidade não é simples, ela é feita de camadas.
Muitas camadas.
E, quando não se enxerga isso, surgem os julgamentos, as interferências,
as confusões.
Você pode estar ali, se dedicando,
oferecendo amor, respeitando o tempo do seu filho, fazendo o melhor que pode…
E, ainda assim, existirão pessoas que não querem ou não conseguem fazer o mesmo.
E é sobre isso.
A vida vai passando, e os filtros acontecem.
Eles são naturais.
Antes, muitos amigos.
Depois, poucos.
Não por maldade.
Mas porque, com o tempo, você começa a perceber quem compartilha dos mesmos princípios, das mesmas dores, dos mesmos valores.
Isso não torna ninguém ruim.
São pessoas amáveis, gentis,
que merecem respeito.
Mas para viver a sua maternidade com verdade,
às vezes, você vai precisar se afastar.
Se isolar.
Trocar de ambiente.
Às vezes, mudar de casa.
De rua.
Ou até abrir mão de uma carreira.
Não por fraqueza.
Mas por coragem.
Coragem de dar a si mesma a oportunidade de viver esse momento que é profundamente desafiador e, ao mesmo tempo, gratificante.
Essas reflexões mexem comigo.
Durante muito tempo, as pessoas diziam que eu “tinha cara de mãe”.
E eu me perguntava:
O que isso quer dizer?
Hoje, eu entendo.
Ser mãe é, muitas vezes,
tomar decisões difíceis.
Dizer:
“Não posso.”
“Não quero.”
“Não vou.”
E isso não é egoísmo.
É maturidade.
É escolher se libertar de cargas que não são suas.
É assumir o controle da própria vida,
da própria existência.
Ser mãe não é se anular.
É se posicionar.
E isso muda tudo.

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